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Carnaval na ilha de São Miguel

Segunda-feira, 04.02.08

 Hoje é véspera do entrudo. Por todo o mundo, onde este dia é comemorado, esquecemos as tristezas e tudo é folia.

É meu dever, como boa açoriana que sou, relatar como se brinca ao Carnaval na ilha de São Miguel.

Por esta hora, estamos a preparar-nos para o grande baile de gala no Coliseu Micaelense. Elas passaram o dia no cabeleireiro, eles a trabalhar. Depois do dia de trabalho estar passado, elas vestem os seus lindos vestidos de gala, eles os seus smoking. Como a noite vai ser longa e é preciso ter forças para aguentar o ritmo da banda, todos levam cabazes ornamentados com serpentinhas.

O giro é ir cedo e ficar a topar quem entra

Estão todos tão lindos. Mas o giro é ver as mesmas pessoas pelas 02:00 ou 03:00 da manhã. Entram belas, saem monstros (monstrinhos, vá lá)

Mas é giro! É tradicional!

O Coliseu Micaelense inaugurou-se a 10 de Maio de 1917. Na altura chamava-se "Coliseu Avenida" e desde sempre aquele imóvel é sinónimo de diversão para a sociedade micaelense. Para além dos filmes, do circo, das exposições, era o sítio onde a nata da sociedade micaelense ia passar as noites de carnaval.

Segundo Fátima Sequeira Dias, autora do prefácio ao livro Coliseu Avenida, Símbolo duma Geração, de José Andrade, "o Coliseu (...) foi concebido para oferecer grandes espectáculos (...)".

É tradição, ainda, para as camadas mais jovens, só sairem do Coliseu Micalense quando alguém da organização sobe ao palco e diz a frase: "Minha gente, vamos lá embora porque para o próximo ano há mais." E ver toda a gente a sair, a descer a avenida a caminho do Café Mascote para tomarem o pequeno-almoço.

Os mais valentes têm forças para ir até casa e prepararem-se para a Batalha de Água (ou Batalha das Limas) que decorre na Avenida Infante D. Henrique. 

A minha batalha era feita na cama a dormir. A noite tinha sido muito longa, também eu chegava a casa como um monstrinho. Os contos de reis que tinha gasto no cabeleireiro já tinham desaparecido; a maquilhagem era uma miragem; os pés uma lástimas ... mas não havia problema! Saíamos do Coliseu já a pensar no próximo ano.

Tenho saudades do Carnaval micaelense! Vale a pena o dinheiro que se gasta! Vale mesmo a pena.

 

 

 

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por Paula Patricio às 20:58


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